25.9.09

Das coisas não ditas

Recuso-me a fazer parte
desta verdade constituída
que me polui e nos olhos arde

O meu não é o mesmo mundo que o teu
não faremos a mesma dança para a morte
nem será o mesmo paraíso o teu e o meu

Sonambulando pelo mundo real
no espelho um lampejo de verdade
antes de reencontrar-me com o banal

Encontrarei um lugar só meu
onde poderei existir
ser mais do que apenas eu

Minha vida é uma breve fuga da rotina
mas nem por isso nas veias o sangue me aglutina.

por Frank Saiu

2 comentários:

Игорь disse...

Olá Frank .

Este poema me tocou profundamente .

Parabens

abraços

Altavolt disse...

Gostei muito do poema, Frank! Também caiu como uma luva para mim! Grande abraço!