10.1.08

Brasil Telecão - A Fábula

Ilustração: Oswaldo Goeldi


Parte I - Como o cão arrumou sarnas para se coçar
Era uma vez um cão vira-lata (mas limpinho) que comprou um aparelho mágico, que permitia a comunicação com outros animais que também possuíssem um aparelho como o dele. Este fabuloso aparelho chamava-se secular e tinha muitas outras funções além da comunicação e o cão estava maravilhado, mas infelizmente, como vagava muito pelas florestas em busca de sua sobrevivência, o pobre cão derrubou seu secular e nunca mais o encontrou, mesmo tentando contato, pois o animal que o encontrou chegou a atender e desligar na fuça do cão.

Parte II - O que fez o cão para solucionar seu problema
O cão ligou para a operadora para solicitar o cancelamento da linha, mas foi atendido por um burro que não sabia explicar como o cão deveria proceder. Depois de mais algumas tenativas e de falar com vários animais, acabou descobrindo que deveria ir até a Delegacia, fazer um Boletim de Ococrrências (B.O.) e apresentá-lo na loja onde comprou seu secular. O cão preocupado correu intrépido, logo na manhã seguinte até a Delegacia e foi prontamente atendido, mas ao dirigir-se a loja, descobriu que os cancelamentos eram feitos pela operadora. Mais uma vez o pobre cão teve que telefonar e explicar toda a situação para o burro, que depois de quase uma hora conseguiu bloquear a linha.

Parte III - Como o cão insistiu no erro
Depois do bloqueio, voltou o cão até a loja, onde pretendia comprar outro aparelho utilizando o mesmo plano, mas foi atendido por um urubu que informou ao cão que não tinham mais o mesmo modelo de secular. O cão resignado passou um longo tempo escolhendo outro modelo e foi até o outro setor aguardar por seu novo chip para reativar sua conta, mas foi informado que o B.O. estava incompleto e que sem o número de série, não poderiam concretizar a compra. O cão ficou raivoso e resolveu cancelar sua conta com a operadora.

Parte IV - Como o cão voltou para casa com as patas abanando e o rabinho entre as pernas
Voltou o cão para casa e, mais uma vez, teve que ligar para o burro da operadora (o mesmo que não informou sobre o nº de série no B.O.) e solicitar o cancelamento, mas o burro disse que havia uma fatura em aberto e o cão salivando e rosnando argumentava que a fatura estava em débito automático no banco e que não havia como sua conta não estar paga. O burro foi inflexível e pediu para o cão verificar com o banco. Imediatamente o cão ligou para o banco onde era correntista e foi informado que a conta não havia sido paga mesmo, pois necessitava da aprovação da empresa credora (no caso a Telecão) para efetuar o pagamento. Ou seja, não podia cancelar por que não havia pago a conta e não podia pagar por que eles não autorizavam.

Parte V - Como o cão raivoso finalmente solucionou o problema
A única saída foi tirar uma segunda via, pagar na casa lotérica e enviar o comprovante para o burro que informou que além da conta o cão deveria pagar uma multa por quebra de contrato. Aí o cão literalmente virou "o bicho", xingou o burro e o leão que cuidava do departamento financeiro da Telecão e não obtendo solução foi procurar um corvo, famoso por defender várias causas de outros animais. O corvo ouviu a história e, por um preço módico, compadeceu-se do cão. Então o corvo ameaçou o leão que ameaçou o burro que cancelou a linha do cão sem cobrar multa.

Parte VI - O fim
O cão aliviado comprou outro secular de uma concorrente e hoje vive feliz e sem fronteiras.

Agradeço ao meu amigo Alexandre que também já foi vítima de "tele-atendimentos" e que me inspirou a escrever esta fábula.

2 comentários:

Luca disse...

hihihi
Tá vivendo sem fronteiras mesmo? Tem o código para mandar mensagens grátis?


Beijoooooooooooooooooo

mauricio costa disse...

Olá, tenho uma matéria interessante e de primeira mão para você, mande um e-mail pra mim que te dou as informações sobre esse novo produto, vamos turbinar nossos blogs com noticias interessantes, rsrs

Mauricio.costa10@gmail.com