Freud e a Astrologia
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Vida Virtual
Salvador Dalí
O Sentido da existência
O curioso caso do coelho da vizinha
Que já sabia, do meu destino
E caminhando de norte a sul
Eu vi muita gente, tomar...

Nos anos oitenta eu era um garoto que vivia no interior e aprendia a sobreviver com as grandes lições que a vida me preparava. Uma delas o curioso caso do coelho da vizinha.
Até hoje muitas casas de interior não tem muros, assim os quintais são geralmente interligados, mas como a vizinha tinha um coelho e nós um cão, tivemos que improvisar uma cerca com tela de galinheiro para tentar evitar o encontro dos mascotes.
No fim de uma tarde ensolarada ao sair para o quintal dos fundos vejo um grande buraco na cerca... Saí feito louco corredo e chamando pelo nosso cão que surgiu todo feliz com o coelho imóvel na boca.
Dei um salto, arranquei o coelho de sua boca e constatei o que eu já sabia, o pobrezinho não teve chance de defesa... se eu tivesse chegado antes... agora ele estava morto e todo sujo de terra. Comecei a imaginar o castigo que receberia: uma semana sem sair de casa, trabalhos forçados, ficar um ano sem presente de aniversário, natal, etc...
Agi de forma impensada, fui até o tanque, lavei o coelho para tirar a terra e corri para o quintal da vizinha que por sorte não estava em casa. assim pude entrar, colocar o coelho em sua gaiola e voltar rapidamentesem ser visto.
Veio a noite, eu não falei uma palavra sobre o fato e procurei agir normalmente, depois de algumas horas já havia até esquecido o incidente. Na manhã seguinte durante o café da manhã, ouvimos gritos e corremos para fora. Eu sabia, era a vizinha que havia encontrado o coelho morto...
Quando chegamos vizinha se benzia, gritava socorro e chamava por tudo quanto é santo... eu achei exagero e minha mãe já foi logo perguntando: "O que aconteceu Dona Edith???"
A mulher parou e nos olhou ainda em seu estado de choque e disse toda afobada: "Meu coelho morreu ontem, eu enterrei e agora ele apareceu aqui morto na gaiola!!!!!!!!!!"
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Microcontos - Samir Mesquita
Microcontos do livro DOIS PALITOS, de Samir Mesquita
BEIJO DE CINEMA
As luzes se apagam.
Os olhos se fecham.
O filme começa.
........................
Era hora de dar um salto na vida.
Escolheu a janela do 10º andar.
....................
COITO INTERROMPIDO
Estava quase chegando ao orgasmo.
Mas aí a pilha acabou.
Microcontos do livro 18:30
Ah, essas buzinas. Com 30 anos de casados, duvido que teriam pressa de voltar pra casa.
.............................
Assistia ao trânsito crescer cada vez mais.
Ao filho, não tinha tempo.
..........................
De madrugada, voltaria àquela rua.
Pararia o carro e faria sua oferta.
.........................
Dirigir depois de romper um relacionamento deveria ser falta gravíssima.
http://www.samirmesquita.com.br
Por Frank Saiu 6 comentários maldosos
Aconteceu comigo
Fui numa papelaria daquelas que tem de tudo, perguntei se tinha DVD virgem para a atendente.
Estou lá escolhendo e perguntando o preço quando entra uma mulher e pergunta para a moça que me atendia:
"Moça, você tem dado aí?"
Eu que não sou de ficar maldando as coisas, continuei sério, mesmo quando a moça respondeu:
"Só um minuto...."
Pedi dois DVDs e fomos os três até o caixa, onde a atendente perguntou para a moça do caixa:
"Dani, tem dado aí?"
A moça do caixa pensou por alguns instantes e respondeu:
"Hummm...eu não lembro...."
A esta altura eu já estava de cabeça baixa, me segurando e tentando pagar logo e ir rir na rua, mas chega outra atendente e fala para a mulher:
"Pois não, posso ajudar?"
A mulher responde...
"Não...essa moça aqui tá vendo se tem dado pra mim...."
Por Frank Saiu 6 comentários maldosos
Tenho que escapar - Stephen King
“O que estou fazendo aqui?”, perguntei-me de repente. Estava terrivelmente assustado. Não conseguia me recordar de nada, mas ali estava eu, trabalhando na linha de montagem de uma Central Atômica. Tudo o que sabia é que me chamava Denny Phillips. É como se eu acabasse de acordar de um sonho agradável. O lugar estava bem vigiado e os guardas estavam bem vestidos, pareciam homens de negocio e todos estavam armados de pistolas. Tinha outros trabalhadores e pareciam zumbis. Pareciam prisioneiros. Mas não importava. Tinha que descobrir quem era eu… que estava fazendo ali. Tinha que escapar!
Comecei a cruzar o andar, e um dos guardas gritou:
—VOLTE AQUI!
Corri sem direção , me joguei sobre um guarda, que caiu e saí pela porta. Ouvi o estalido das pistolas, que estavam disparando contra mim. Mas o pensamento persistia:
Tenho que escapar!
Tinha um novo grupo de guardas bloqueando a outra porta. Pareceu que estavam meio atrapalhados, até que vi uma corrente vinda do teto balançando-se. Agarrei-me nela e fui projetado cem metros até que aterrizei. Mas não terminou bem. Tinha um guarda ali.
Disparou-me. Senti-me débil e mareado… apaguei num abismo grande e escuro…
Um dos guardas tirou o boné e coçou a cabeça.
—Não sei não, Joe. O progresso é uma grande coisa… mas estes x-238ª... Denny Phillips…, são uns bons robôs… mas de vês enquanto se desorientam e parece que procuram algo… quase humano. Oh, está bem.
Passou um caminhão que na lateral estava escrito: REPARAÇÃO DE ROBÔS ACME.
Duas semanas mais tarde, Denny Phillips estava de novo no trabalho… com um vazio no olhar. Mas de repente… Seus olhos meio que despertaram… e o persistente pensamento
voltou a ele: TENHO QUE ESCAPAR!!!
Publicado originalmente em People, Places & Things de 1960
http://www.stephenking.com
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Bicicleta
Depois da tarde chuvosa, noite fria em uma metróplole sem mar, o garoto vem deslizando suavemente em sua bicicleta por uma rua quase deserta... um homem sai da calçada cruzando seu caminho. O garoto aperta os freios bruscamente, derrapa, para e olha para o homem que está a distância de um passo. Não parece nervoso ou assustado... apenas encara o garoto com uma certa satisfação enquanto apoia a mão sobre o guidão da bicicleta.
- Desce e fica calado...
- O que? mas o que...retruca o gartoto ainda mais atordoado.
- Você acha que eu estou brincando? Anda logo moleque!
O garoto obedece e anda logo, livra-se do homem e sai pedalando para o outro lado da rua.
O carro que vinha subindo a rua não consegue parar...o garoto voa para o lado após o choque, a bicicleta é atropelada.
Uma jovem mulher desce imediatamente com olhos apavorados... o que aconteceu?
O homem aproxima-se e diz qua a culpa foi do garoto por atravessar a rua daquela maneira. Vai até o carro, verifica que o pneu dianteiro esquerdo está furado. Retira a bicicleta retorcida e a lança para a calçada. Vai até o garoto e o ajuda a o sentar-se.
- Viu só...não foi nada demais, ele está bem. Vamos, vou levar você até a borracharia logo ali na frente.
Entrou no carro... a moça em seu estado de confusão mental sentiu-se a vontade para entrar no carro com o homem desconhecido.
O garoto continuou sentado perto do meio fio gemendo, mas estava bem. Já a moça nunca mais foi vista, nem mesmo nos noticiários policiais do dia seguinte.
Por Frank Saiu 4 comentários maldosos
Salvador Dalí - Animação
Animação baseada em quadros de Salvador Dalí.
Direção e Animação: Roni silva
Por Frank Saiu 1 comentários maldosos
Polaco da Barreirinha
Pra que tudo isso?
Escrevo o tempo todo, mas depois deleto
quase tudo. Não tenho pena de mim mesmo.
Às vezes, acho certo eu fazer torresmo
com minha própria pele, tipo “fique quieto!”.
.
Mas nem sempre se come o prato predileto.
Os versos são áreas sem dono, soltas no ar, a esmo,
quando menos se espera, uma forma um sesmo
único, novo, parte de um grupo seleto.
.
Só assim me vejo e reconheço por inteiro.
O poema que sou, então, toma sua forma
final e em cada verso, expresso, por primeiro,
.
vem todo o sentimento que, livre de norma,
regra ou lei, anuncia a vida em outra versão:
viva emoção de coração pra coração!
.
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Obama

Agora palmas para o novo Secretário do Departamento do Tesouro! Este é o homem que vai nos salvar da crise em apenas 90 dias!
Por Frank Saiu 0 comentários maldosos
Literatura revista e outras poesias
Conclusões
Teus olhos acompanham-mepor onde não vou.
Minhas fotografias revelam
quem não sou.
Pensamentos imperfeitos e
teorias infundadas concluem:
Assim não dá para ser feliz!
Rimamento
mas impossível garantir
que elas rimarão felizes para sempre.
Madrugada
Vagando sozinho
por uma rua escura.
Vi algo
que não parecia ser nada.
Não dei importância.
Destino
ele sempre dá um jeito
e a gente perde a aposta.
Nexo
Olhei atrás da parede
Olhei atrás do espelho
Olhei atrás do reflexo
Não encontrei o nexo
Impulsos Nítidos
Versos avessosas vezes dispersos
vestem e despem
pensamentos virtuosos
como ventos uivantes
varrendo verdades
de vidas vazias.
Amor e Devaneios
a ira que o descaso
o ato que a palavra
a desordem que o branco
o amor e devaneios
que despedidas sem abraço.
Banquete quotidiano
como um morro de saudades efêmeras.
Vejo a Lua,
como um sonho iluminado e distante.
Como um dia após o outro
e por vingança, a cada dia
eles me consomem por inteiro.
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